Na Câmara Municipal de Vila Nova de Odemar, o arquitecto Filipe Madruga vê-se envolvido num dilema ao tentar evitar a construção de um projecto que ameaça o habitat do abutre-negro numa área protegida e o seu trabalho enquanto funcionário. Confrontado pelo Presidente da Câmara, Carlos Ferreira, e pressionado por João Diogo e Acrísio, os responsáveis pela construção do empreendimento, Filipe resiste aos subornos oferecidos. Enquanto a tensão cresce, questiona as suas alianças e enfrenta escolhas que colocam à prova a sua integridade e as suas relações pessoais.
Filipe descobre uma carta da sua mãe que revela um segredo. Com João Diogo a ameaçar implica-lo num crime do passado, considera aceitar um suborno para evitar represálias. Momentos de reflexão com Rita, colega na Câmara Municipal, revelam uma ligação mais profunda, enquanto, no DIAP de Évora, a Procuradora Maria Rodrigues e a inspectora Susana da PJ investigam uma teia de entidades envolvidas num possível esquema de lavagem de dinheiro.
Recusando ceder à chantagem de João Diogo, Filipe enfrenta acusações que o implicam num crime violento. Durante o interrogatório, nega qualquer ligação à vítima, Eva Ribeiro. O Presidente da Câmara e João Diogo intensificam as pressões para aprovar o projecto de construção. Filipe encontra alento no avô, Tomaz da Burra, enquanto a vida política de Luís Morais, candidato a Primeiro-Ministro, começa a ganhar destaque.
Assombrado por memórias do crime, Filipe enfrenta manipulações psicológicas de João Diogo. Simultaneamente, Luís Morais lida com disputas internas e segredos de corrupção que ameaçam a sua campanha política. Uma conversa entre Maria Rodrigues e Zé Luís desafia visões simplistas de violência e vingança, enquanto Filipe procura descobrir a verdade sobre Eva, num ambiente onde o poder e a moralidade se entrecruzam.
Com o apoio de Rita, Filipe considera contratar um advogado. Manipulado pelo Presidente da Câmara, Filipe descobre a complexidade das ligações entre política e justiça. Maria Rodrigues, envolvida num dos casos que investiga, é alertada por Vasco, seu colega e Procurador da República, sobre o risco que isso que isso representa para a sua carreira. A tensão entre Carla Coutinho, advogada e amante de Luís Morais, e Alexandra, mulher de Luís, revela interesses ocultos e alianças frágeis.
O confronto entre Filipe e Luís Morais revela um passado de corrupção, levando Filipe a expor-se como filho de Luís e forçando a renúncia deste ao cargo de Primeiro-Ministro. No DIAP, Maria Rodrigues enfrenta a frustração pela falta de provas para expor a corrupção sistémica, enquanto lida com a necessidade de revisitar um trauma. Filipe encontra, num jantar final com o avô, Tomaz da Burra, a promessa de um novo começo.